sexta-feira, 27 de novembro de 2020

O "Deus" Argentino

 Diego Armando Maradona, o gênio da pelota. El Pibe apelido que foi lhe dado carinhosamente pelos seus apaixonados e fiéis torcedores. Foi um jogador incrível. Não há palavras com tamanha exatidão para definir o que esse rapaz fez com a bola, era algo extraordinário. O menino da província de Bueno Aires em Lanús, nasceu com um dom mágico, com que poucos tiveram esse privilégio de ser concebido. As “La Cancha” desse mundo tiveram o prazer de sentir esse menino argentino com toda sua maestria, provocar em nossas emoções um misto de admiração, carinho, enaltecimento, paixão, raiva, desespero, medo e ternura pelo seu espetacular futebol, pois aprendemos a desfrutar desse "ator com a bola”. Diego Armando, o “Deus” la pelota

A vida de Maradona, sem dúvida, foi um tango: dramática, sofrida e apaixonante. Embora alguns, o julguem pelo seu comportamento intenso e extravagante, não podemos negar sua personalidade forte e sincera. Maradona, como todo mortal, teve seus erros e acertos. No campo que era sua casa, ele errou, falhou e se desculpou. Na sua vida pessoal ele falhou, com ele mesmo. Sua luta contra seus vícios foi a parte mais dramática em sua jornada nesse mundo. Nem o tango, com toda a sua dramaticidade conseguiria traduzir toda essa fraqueza que ele obteve em sua vida. Também não cabe a nós julgarmos. Até porque como diz a tradução. Julgar: formar conceito, emitir parecer, opinião sobre (alguém ou algo), ninguém tem essa capacidade de sentir o que Maradona sentia. Ninguém. Como iremos achar o que era bom ou ruim para ele? Ele viveu como ele gostaria de ter vivido e ponto. 

Por obra do destino ou acaso, Maradona faleceu no mesmo dia que o seu grande amigo e mentor Fidel Castro. Há exatamente quatro anos, no dia 25 de novembro, o político revolucionário deixou esse mundo. A amizade deles dois era algo marcante. "Me ligaram de Buenos Aires e foi muito chocante. Acabei caindo em um choro terrível, porque ele foi como um segundo pai para mim" - declarou Maradona. 

A Copa do Mundo de futebol teve o prazer de receber esse “Deus” da bola. O canhotinho com seus dribles e habilidades deixaram o mundo perplexo com tamanha genialidade, a sua corrida com a bola colada no pé, suas gingas de peladeiro de menino que jogava pelas “canchas” nos bairros pobres de Bueno Aires. Os defensores e marcadores tremiam quando ele se aproximava, não havia o que fazer. Como parar? O que eu faço? Nesse momento já era tarde. O El Pibe passou sem nenhum pudor ou pena do adversário.

Quando lembramos de Copa do Mundo e Maradona não podemos esquecer daquele jogo de 1986, Argentina x Inglaterra. Até porque seria uma blasfêmia minha não mencionar esse fato. Seria uma ingenuidade tamanha tratar esse jogo como outro qualquer de Copa do Mundo. Como os argentinos e ingleses esqueceriam que há quatro anos eles estavam se gladiando na então “Guerra das Malvinas”. O sentimento ferido argentino, sua honra sendo tirada por ingleses impiedosos naquele campo de batalha. Quatro anos se passaram e uma nova batalha foi imposta para ambos. Sim! Foi em um jogo de futebol. Não havia sangue, feridos ou mortos. Mas tinha algo naquele jogo que transcendia da esfera lúdica do esporte, “orgulho ferido dos argentinos”. E como um grande general, Maradona executou todos os ingleses, sem usar nenhuma arma. Que dizer, ele usou sim, uma arma chamada “bola”. O que Dieguito fez contra os ingleses foi algo tão surreal e fantástico, que a família britânica ficaria de joelhos para reverenciar o Rei, não inglês e sim argentino, Diego Armando Maradona. Não tem como explicar nem mesmo descrever essa exibição. O gol à “mão de Deus” foi só a entrada, porque o prato principal foi um gol épico. O argentino recebeu a bola no meio de campo, sem nenhum pudor ou pena, passou por cinco ingleses como se estivesse dançando um tango de Carlos Gardel e correu com a bola colada no seu pé como uma dançarina de tango nas margens do Rio da Prata, em Bueno Aires. E ainda, na saída do goleiro, deu um toque com maestria e leveza, fazendo um gol que será sempre o maior de todas as copas. O povo no estádio, incrédulo e perplexo com a magia de um “Deus” mortal, aplaudiu, aplaudiu e aplaudiu. 

Maradona mudou um país. E não foi só a sua amada Argentina. A cidade de Nápoles faz reverência ao seu ídolo sempre que é possível. O jogador marcou época para este povo tão sofrido da província italiana. Maradona trouxe alegria para esses torcedores. Em campo, cada partida do Napoli era um colírio para os súditos de Maradona e, ao mesmo tempo, um nó na garganta para os nortistas preconceituosos da Itália, que muitas vezes se referiam à cidade sulista como perigosa, suja e com pessoas pobres e preguiçosas. Essa paixão entre Napolitanos e Maradona chegou a seu ápice na Copa do Mundo de 1990, quando a argentinos e italianos viveram um confronto nas semifinais. Dieguito, com ato inteligente, provocou os seus súditos dizendo: “Durante 364 dias do ano vocês são considerados pelo resto do país como estrangeiros em seu próprio país e, hoje, têm de fazer o que eles querem, torcer pela seleção italiana. Eu, por outro lado, sou napolitano os 365 dias do ano”. Não houve se quer um Napolitano naquele dia que teve a audácia de torcer para a seleção do seu próprio país, a Itália. 

Um gênio com a bola em campo. El Pibe deixou muita alegria para quem ama o futebol. Sua magia com a bola era algo inexplicável e prazeroso para quem estava assistindo. Quando ele entrava em campo os craques viravam jogadores normais.

" Se morrer, quero voltar a nascer e quero ser jogador de futebol. E quero voltar a ser Diego Armando Maradona. Sou um jogador que dei alegria paras às pessoas e isso me basta e sobra".

Estamos esperando você voltar um dia El Pibe. Adiós!!!!



terça-feira, 24 de novembro de 2020

A consciência negra no esporte e a luta contínua contra o racismo

 O  dia 20 de novembro é comemorado o Dia Nacional da Consciência Negra. Embora criado em 2003 e oficialmente feriado em âmbito nacional a partir de 10 de novembro 2011, mediante a lei nº 12 519, somente alguns estados se sensibilizam com esta causa e decretam feriado em suas cidades. Essa, porém, é apenas uma deixa para refletirmos sobre o racismo cada vez mais forte em nosso país em todos os segmentos sociais, inclusive no esporte. Ele nada mais é que o complemento de uma sociedade antagonista e racista na sua essência.

Não é de hoje que o racismo no esporte é vivenciado. Jogadores de futebol antigamente não eram sequer admitidos em muitos clubes. Há inclusive um relato sobre um jogador negro do Fluminense, chamado Carlos Alberto que em 1914 que usava pó de arroz para jogar no clube. Poderíamos citar várias histórias contadas pelos clubes que tiveram seus primeiros jogadores negros. Muitos historiadores têm em seus estudos e pesquisas fatos e relatos com muita relevância para a nossa cultura futebolística e social.

Porém, o clube que até hoje é lembrado e marcado como o grande propulsor de um engajamento cívico foi o Vasco da Gama no início dos anos de 1920, época foi marcada por um racismo bem intenso no país. Em 1923 o time conquistou o Campeonato Carioca com um elenco de jogadores de todas as raças, não se importando com a nobreza racista que regia no futebol. Até hoje o clube é lembrado como o time que venceu toda a burguesia racista.

O racismo no esporte vem crescendo muito no mundo todo. Estamos ficando acostumados a toda semana a nos depararmos com algo relacionado sobre injúria racial em algum evento esportivo. Os casos que mais chamam atenção são de torcidas com cantos fortíssimos, de uma baixaria ética e moral fora do comum. Ouvimos palavras de tão baixo calão sendo ditas aos jogadores negros, que me recuso a colocar algumas delas nesse texto.

Existem inúmeros casos de atletas que também promovem esse ódio, como por exemplo, no Campeonato Francês, no jogo entre Paris Saint-Germain e Olympique de Marselha, o zagueiro Álvaro González chama o atacante Neymar de “macaco”. O brasileiro acabou revidando com um tapa e foi expulso da partida. Outro caso que ficou muito conhecido, como o do jogador Grafite em uma partida entre São Paulo e Quilmes no ano de 2005, quando foi ofendido pelo o então zagueiro Leandro Desábato. Nesse caso, a vítima também foi expulsa da partida.

Claro que a torcida não fica de fora disso. Em 2014 Arouca, que atuava pelo Santos, fez um gol e quando foi comemorar, alguns torcedores do Mogi Mirim o xingaram de “macaco” enquanto outros falavam que ele deveria jogar em uma seleção africana. O goleiro Aranha que também jogava pelo Santos em 2014 e também foi alvo. O jogador foi ofendido por torcedores gremistas com sons imitando um “macaco”. Naquela ocasião o jogador ficou muito nervoso, falou com juiz da partida e saiu de campo totalmente aborrecido com todo esse acontecimento. O Grêmio acabou sendo eliminado por causa do ocorrido.

Os jogadores Taison e Dentinho foram alvos de torcedores com insultos raciais durante a partida pelo Campeonato Ucraniano. Taison ficou muito irritado e revidou jogando a bola em direção à arquibancada e acabou sendo expulso. Os dois jogadores saíram de campo chorando. Após a partida, o atacante formado pelo Internacional postou em suas redes sociais que devemos combater essas pessoas o mais rápido possível.

A Democracia, juntamente com os meios de comunicação, são elementos constitutivos das diversas esferas da vida social, seja no cotidiano das pessoas ou nas preocupações daqueles que se propõe a tentar entender a complexa realidade social contemporânea. Mais do que isso, são objetos de reflexão e ação de quem pretende agir politicamente de forma consciente para a transformação ou manutenção da ordem social. Nesse caminho, infelizmente as redes sociais têm sido uma ferramenta para algumas pessoas mostrarem todo seu ódio e rancor em relação ao racismo.

No Brasil, a intolerância racial nessas redes com jogadores, técnicos, dirigentes e outros envolvidos ficam em evidência com todo esse problema cultural vivido no país. Os clubes deveriam olhar essa questão e praticar diariamente em suas contas de redes sociais um enfretamento a essa causa, mas o que acaba acontecendo é que os clubes esperam o fato ocorrer para depois se manifestar. Da mesma forma que as redes sociais servem para que alguns firam as pessoas, ela pode ser uma aliada para os clubes, federações e imprensa combaterem com sabedoria e inteligência todo essa problemática.

Nos últimos dias, estamos presenciando cada vez mais atletas de diversas modalidades nesse engajamento social contra o racismo. O hexacampeão Lewis Hamilton é um dos grandes nomes desse movimento. O piloto de Fórmula 1 foi o primeiro negro a correr nesta modalidade e ser campeão. No basquete temos a grande figura de LeBron James, sendo o porta voz dessa ação contra o racismo. No futebol brasileiro temos Marinho, atacante do Santos, que é uma voz forte nessa causa, ainda que algumas pessoas o enxerguem como um jogador folclórico, esquecendo da sua capacidade técnica como atleta e a sua personalidade forte para opinar e argumentar.

Não cabe neste texto a preocupação em definir cultura nem a evolução do seu conceito, senão abordá-la como um processo complexo de construção de sentidos. Não se abordará o racismo no âmbito de todos os fenômenos culturais que ela provoca, mas sim como uma causa de um processo cultural. O racismo é um produto da cultura do nosso país. Quando falamos de cultura, devemos antes de tudo, nos desarmar dos conceitos e pré-conceitos que ordenam nossas percepções e condutas.

Cultura no âmbito plural é que devemos nos referir e não no singular. Isso quer dizer que não podemos aceitar o conceito de cultura circunscrito à subjetividade do nosso modo particular de ver o mundo. Há mais diversidades dentro de uma cultura dada ao que imaginamos. A luta continua. Devemos sempre mostrar toda a nossa indignação a respeito desse tema: o racismo, afinal de contas Vidas Negras Importam. 

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Análise: um Flamengo diferente esse ano

Domènec Torrent não conseguiu manter o Flamengo num mesmo padrão de jogo que Jorge Jesus 
 Foto: Luciano Belford/ Agência O Dia

As diferenças de esquema tático e conceito de jogo em relação ao time do ano passado.

A pergunta que todos estão fazendo nesse momento após a demissão do Domènec Torrent é: por que o Flamengo não apresentou aquele futebol vistoso e encantador? Parece uma pergunta simples, ainda que a resposta seja um tanto quanto complexa e necessita ser contextualizada.

No ano passado, o time comandando pelo o então técnico Jorge Jesus mostrou uma capacidade ofensiva fora dos padrões brasileiros, implementando uma forma de jogar e um futebol de alto nível a cada partida. A proposta de jogo do português tinha como base um sistema de marcação intenso no campo do adversário e a posse de bola, diferente dos técnicos brasileiros. Domènec Torrent tinha como base também a posse de bola, porém a marcação proposta por ele não era tão intensa e sim mais posicional. Com isso, os jogadores não tinham aquela intensidade na saída de bola pelo campo adversário.

O português, unindo essas duas características de intensidade e posse de bola fez um time com uma fome de gols surpreendente criando inúmeras chances de ataques. No sistema tático ofensivo de Jorge Jesus os jogadores ficavam bem à vontade para se movimentar em campo. A dupla de ataque formada por Gabigol e Bruno Henrique foi um grande marco dessa liberdade em campo, tendo como uma das principais características a aproximação. Os dois tinham um entrosamento fantástico e suas habilidades técnicas eram acima da média. Já com o espanhol os dois ficavam muito distantes um do outro, dificultando o entrosamento. Bruno Henrique no time de Doménec tinha uma importância mais defensiva, acompanhando o extremo e o lateral do time adversário prejudicando suas características ofensivas.

No ano passado, Gérson comandava o meio de campo jogando como segundo volante e sendo o responsável pelo início das jogadas ofensivas do time. Com Domènec, na ausência de Arrascaeta e Everton Ribeiro, Gérson tem atuado como um meia mais ofensivo pelo meio ou pela ponta direita e com isso seu rendimento caiu bastante, não mantendo aquela regularidade vista no ano passado. Outra característica fundamental na equipe de Jorge Jesus era manter sempre o mesmo time jogando, mudando poucas vezes de um jogo para outro, embora o elenco fosse mais enxuto comparado ao time de Domènec, que por sua vez não cansava de mudar a equipe em toda a rodada, deixando alguns jogadores insatisfeitos com esse modelo de poupá-los. Vale lembrar ainda que alguns jogadores passaram por problemas médicos.

O sistema defensivo mudou algumas peças para este ano. Rafinha e Pablo Marí deixaram o clube e para substituí-los chegaram Isla, Gustavo Henrique e Léo Pereira. Antes um sistema bem seguro com poucas chances para os adversários, agora uma defesa exposta e apresentando o grande ponto fraco desse time atual. Independente das falhas técnicas individuais de alguns jogadores é nítido um espaçamento entre a linha de zaga e o meio de campo, facilitando as jogadas dos times que enfrentam o Flamengo. Hoje o clube tem a zaga mais vazada do Campeonato Brasileiro no primeiro turno. Domènec Torrent é o principal responsável pela fraqueza do sistema defensivo. A sua incapacidade em ter um olhar mais crítico para alguns jogadores que não estavam rendendo foi um dos problemas, além de uma mudança corriqueira em todos os jogos, fazendo com que a dupla de zaga não tivesse o tempo necessário para um entrosamento adequado.

Uma coisa também é certa: o espanhol não conseguiu ter aquela sinergia com os torcedores desde a sua chegada, e com o time não foi diferente. Logo no início teve problemas com jogadores, deixando alguns medalhões no banco de reservas, o que causou um pequeno desgaste entre eles. Seu ciclo acabou e não deixou nenhum legado e nem algo positivo. Um trabalho longe da capacidade desse elenco fortíssimo que o Flamengo possui. E, ainda trazendo mais uma reflexão para este texto, podemos fazer uma pergunta sobre essa moda que virou a contratação de técnicos estrangeiros: Será que não existe nada de bom aqui no Brasil?

sábado, 29 de agosto de 2020

" O Ramonismo Vascaíno "

O técnico vascaíno Ramon Menezes vem causando uma euforia na torcida do gigante da colina, com conceitos bem peculiares e inteligente seu desempenho no início do campeonato brasileiro é surpreendente, porem o que mais chama atenção é o modelo que o time exerce em campo, uma organização tática e padronizada treino a treino, jogadores antes criticado hoje tem papel fundamental nesse novo conceito apelidado pela imensa e torcida cruzmaltina de ''Ramonismo''.

O ''Ramonismo'' tem por trás uma equipe de auxiliares capacitados que há tempos tem essa sintonia com o treinador Ramon Menezes, ele apostou em uma comissão técnica afinada aos seus conceitos e ideias táticas. Uma equipe que divide várias tarefas no dia a dia com o foco principal de ajudar o Ramon na construção de esquemas variados nos dias de jogos e alimentar uma didática tática a todos os jogadores da equipe. Além de ser um grande gestor de grupo, Ramon tem como grande característica uma capacidade de leitura da equipe adversárias, o conhecimento de jogo em campo e logico capacidade que ele fez os jogadores comprarem a ideia e o modelo de jogo que queria adotar na equipe desde seus primeiros treinos.

O fato mais relevante em tudo isso, é que podemos sim ter técnicos bons, com conceitos novos e modelos atualizados mesmo com um plantel limitado, Ramon é a prova que o estudo no futebol tem sido um diferencial nesses novos tempos de futebol.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

ESCALAÇÕES DE JOGADORES !!


    Vamos refletir um pouco e fazer uma brincadeira com a nossa imaginação, iremos montar algumas escalações brasileira com jogadores convocados entre o período 2000-2010, que não disputaram às Copas de 2002, 2006 e 2010. Os modelos adotados como padrão tático de formação foi o 442 e 433.

Seleção (1) - Helton, Zé Maria, Antônio Carlos , Alex, Fabio Aurélio, Fábio Rochemback, Eduardo Costa, Marcelinho Carioca, Roger Flores, França e Euller. 

Seleção (2) - Fabio Costa , Gabriel, Anderson , Fabiano Eller, Athirson, Magrão, Carlos Miguel, Alex , Djalminha, Élber e Washington.

Seleção (3) - Diego Alves, Mancini , Alex Silva, Edu Dracena, Sylvinho, Lucas Leiva , Edu , Marcelinho Paraíba, Carlos Alberto, Amoroso e Vagner love. 

Seleção (4) - Fábio, Rafinha, Naldo, Henrique, Felipe, Dudu Cearense, Tinga, Diego Ribas, Ganso, Rafael Sóbis e Diego Tardelli.

Seleção (5) - Victor, Ilsinho, Réver, Miranda, Kléber, Sandro, Hernanes, Giuliano, Thiago Neves, Ricardo Oliveira e Alexandre Pato.

 Galera deixem seus comentários com às suas escalações. 

quinta-feira, 16 de abril de 2020

ÍDOLOS '' RONALDINHO GAÚCHO ''


    O menino alegrete de Porto Alegre nascido em 21 de março de 1980 veio para esse mundo com uma finalidade, provocar em nossas emoções um misto de admiração, carinho, enaltecimento e ternura pelo seu espetacular futebol, pois aprendemos a desfrutar desse ator com a bola. Ronaldinho Gaúcho, realmente ele brincava em campo, extremamente habilidoso e muito preciso em seus chutes e passes, é considerado por muitos especialistas como o futebolista mais talentoso de sua geração.

    A trajetória desse mágico com a bola começa na equipe do Grêmio, logo suas marcas de um jogador abusado aparece para todo o Brasil, como não lembrar daquele GRENAL, que o menino dentuço fez o capitão da seleção brasileira de 1994 o, Dunga de gato e sapato, sua atuação nessa final foi um importante fator para sua convocação à Seleção Brasileira pelo então técnico Vanderlei Luxemburgo. Na sua estréia na seleção, um gol épico digno de um gênio, naquele momento os milhões de apaixonados por futebol ficaram desatinados por tanta magia que os seus olhos acabaram de presenciar. 

   O '' Bruxo'' assim como ele foi conhecido na Europa com passagens em grandes clubes, Paris Saint-Germain (França) e Milan (Itália). Porém Ronaldinho tem um caso de amor com a equipe do (Barcelona) (Espanha), foi um relacionamento intenso, vibrante, romântico e apaixonante, o chamado El Clássico, realizado em 19 de novembro de 2005, Ronaldinho marcou duas vezes e foi o grande destaque da vitória por 3 a 0 na casa do adversário, o Estádio Santiago Bernabéu após seu segundo gol na partida, marcado após uma belíssima jogada em que passou por vários adversários antes de concluir com extrema precisão, ele foi aplaudido de pé pelos torcedores merengues presentes ao Bernabéu, como era delicioso ver esse menino naqueles campos espanhóis mostrando toda sua arte aquela genialidade de repertórios que deixavam a torcida catalã incrédula diante de um espetáculo regido por um moleque sorridente. 

   Ronaldinho teve passagem no futebol brasileiro, no Flamengo, Atlético Mineiro e Fluminense, entretanto sua atuação digna de um gênio foi no clube de Minas onde ele conduziu a equipe para a conquista da cobiçada Taça Libertadores da América. No dia 28 de julho de 2014 foi anunciada a saída de Ronaldinho do Atlético Mineiro. A decisão da saída do jogador foi decidida após uma reunião entre a diretoria alvinegra, o irmão e empresário do jogador, Assis. O último jogo de Ronaldinho pelo Atlético Mineiro foi contra o Lanús pelo segundo jogo da Recopa sul-Americana, em que o Galo se consagrou campeão. 

    Aposentadoria desse gênio foi confirmado dois anos depois da sua saída do Fluminense, após mais de 2 anos sem assinar contrato profissional com uma equipe, o irmão de Ronaldinho confirmou que o jogador havia se aposentado.

   Ronaldo de Assis Moreira, será sempre lembrado pelo seu jeito menino, sua maneira de brincar de jogar bola mesmo sendo algo tão serio, ahh Ronaldinho se pudéssemos voltar no tempo e deleitar-se com a sua magia mais uma vez.

terça-feira, 14 de abril de 2020

A última década " Fluminense "

  A década da equipe do Fluminense tem início com ano de conquista importante o campeonato brasileiro de 2010, O título foi decidido apenas na última rodada. Três times (Fluminense, Cruzeiro e Corinthians) chegaram ao fim com chances de conquistar o título, e o Fluminense, então líder, conseguiu o título ao bater o Guarani (1–0) no Engenhão, enquanto o Cruzeiro ganhou do Palmeiras (2–1) em Minas Gerais, ficando com o vice-campeonato, e o Corinthians empatou com o Goiás (1–1) no Serra Dourada, terminando em terceiro. Foi o terceiro título de Campeonato Brasileiro do Fluminense, tendo o primeiro título sido obtido em 1970, e o segundo em 1984. O Fluminense ainda teve eliminações na Copa do Brasil e nas taças do campeonato carioca.

  No ano de 2011, a equipe tem decepções nas competições de mata-mata. Na Taça Guanabara a equipe é eliminada nas semifinais pela equipe do (Boavista), nos pênaltis. Na Taça Rio nas semifinais contra o Flamengo, mais uma vez a decisão é nas penalidades e o Fluminense é eliminado. Na Taça Libertadores o Fluminense faz uma campanha bem abaixo do esperado nas fases de grupos, ficando em segundo lugar do seu grupo com apenas 8 pontos, nas oitavas de final o clube tem o Libertad do Paraguay pela frente, no primeiro jogo o clube tem uma grande vitória por 3×1 levando uma boa vantagem para o jogo de volta no Paraguay. No dia 5 de maio a torcida do Fluminense amarga uma eliminação dolorida, sua equipe sofre 3 gols em uma atuação muito ruim da sua defesa, Flu dar adeus a competição, porem com uma boa campanha no campeonato brasileiro ficando em terceiro lugar a equipe voltaria a competição no ano seguinte.


  Em 2012, o Fluminense conquista mais um título brasileiro, um time repleto de jogadores de alto nível com uma sinergia fora do comum com sua torcida. O tricolor das Laranjeiras no início da temporada também é coroado o campeão estadual, vencendo a Taça Guanabara diante do Vasco Da Gama por 3×1. Na final do campeonato carioca o clube se consagra campeão, após duas vitorias sobre o Botafogo. A sua baixa nesse ano foi a eliminação na Libertadores pelas quartas de final, diante do Boca Junior.


  O ano de 2013 para esquecer, no campeonato carioca o time amarga eliminação na semi da Taça Guanabara e o vice da Rio. Na Copa do Brasil, Depois de vencer o jogo de ida por 1 a 0 no Maracanã, o time carioca não soube administrar a vantagem e, muito recuado, foi derrotado por 2 a 0 pelo Goiás no Serra Dourada, nas oitavas de final. Na libertadores mais uma vez um time do Paraguay é seu algoz, Após passar em branco no duelo em São Januário, o Tricolor sucumbiu à pressão e à cera no Defensores del Chaco, Mesmo após sair na frente do placar, a equipe sofreu a virada, saiu de campo derrotada por 2 a 1 e foi eliminada do torneio sul-americano. No campeonato brasileiro o time terminar na decima quinta colocação.

  Nesses anos de 2014 a 2019, o Fluminense teve rendimentos muito abaixo nas competições que disputou, com apenas um título da Primeira Liga em 2016, competição já extinta do calendário atual, e uma Taça Guanabara em 2017 e uma Taça Rio 2018. Exatamente nesses anos que a equipe sofreu com eliminações e atuações fracas dos seus jogadores, coincidiu com o fim do seu maior patrocínio dos últimos anos, a Unimed.